Aviú

aviú sm Zool Pequeno camarão da família dos Sergestídeos (Acetes americanus), abundante na superfície das águas, depois das primeiras enchentes dos rios amazônicos, especialmente na região da foz do rio Tocantins. Fornece saborosos pratos na forma de sopas, guisados e fritadas aos quais o povo da região atribui propriedades rejuvenescentes.

Receita

Bolinho de aviú

Ingredientes:
- 100 gramas de aviú triturado
- 200 gramas de purê de batata
- farinha de trigo e de rosca
- cheiro-verde, pimentinha, salsa e cebola.

Preparo:
Coloque o aviú num triturador ou liquidificador. Acrescente os temperos verdes e a cebola, e bata. Despeje numa vasilha e misture com uma porção de farinha de rosca, trigo e o purê de batata. Amasse. Agora é só fazer os bolinhos. Eles devem ser passados na farinha de rosca e depois fritos em óleo quente. Em poucos minutos ficam prontos.
A receita

      Foto da Unha-de-gato

Unha-de-gato

Descrição : UNHA DE GATO (Cat´s Claw) é uma das plantas medicinais peruanas de maior importância. No 1º Congresso Internacional desta espécie patrocinada pela Organização Mundial da Saúde (WHO), catalogou-se o redescobrimento desta planta amazônica como a mais importante descoberta desde o quinina, árvore peruana descoberto no século XVII.

A Unha de Gato é uma vinha de madeira larga e seu nome é proveniente dos espinhos em forma de gancho que crescem ao longo da vinha e envolvem a planta Unha de Gato. Duas espécies próximas da Uncaria são utilizadas quase como substitutas nas florestas: U. tomentosa e U. guianensis.

Ambas espécies podem alcançar mais de 30 m de altura em seu topo, porém a U. tomentosa possui espinhos pequenos e flores branco-amareladas, enquanto que a U. guianensis possui flores laranja-avermelhadas e espinhos que são mais curvados

A Unha de Gato é uma planta indígena da floresta Amazônica e outras áreas tropicais da América do Sul e Central, incluindo Peru, Colômbia, Equador, Guiana, Trinidad, Venezuela, Suriname, Costa Rica, Guatemala e Panamá. Existem outras espécies de plantas com um nome comum de Unha de Gato (ou uña de gato) no México e América Latina; porém elas são derivadas de uma planta completamente diferente - não pertencente ao gênero Uncaria ou mesmo à família da Rubiaceae. Muitas variedades da Unha de Gato mexicanas possuem propriedades tóxicas.

Ambas espécies de Uncaria sul americanas são utilizadas pelos índios da Floresta Amazônica de maneiras muito semelhantes além da longa história de uso. A Unha de Gato (U. tomentosa) tem sido utilizada medicinalmente pelas tribos dos Aguaruna, Asháninka, Cashibo, Conibo e Shipibo do Peru por pelo menos 2000 anos.

A tribo indígena Asháninka da região central do Peru possui a história mais antiga registrada com relação ao uso da planta. Elas também são a maior fonte de Unha de Gato do Peru atualmente.

Propriedades : Analgésica, antiinflamatória, antimutagênica, antioxidante,antiproliferativa, antitumoral, antiviral, citoprotetora, citostática, citotóxica, depurativa, diurética, hipotensiva, imuno-estimulante, imunomodulatória.

Indicação : Artrite, intestino, problemas digestivos

Principios Ativo : Acetoxidihidronomilina, ácido alfa-trihidroxi-ursenóico, carboxistrictosidina, ácido acetiluncárico, ácido adípico, alcalóides (especiofilina (uncarina D), isomitrafilina, isopteropodina (unicarina E), mitrafilina, pteropodina (unicarina C).

Modo de Usar : Os Asháninka utilizam a Unha de Gato para tratar asma e inflamações do trato urinário; para recuperação do parto; assim como purificador dos rins; para cura de ferimentos profundos; para artrite, reumatismo e dor óssea; para controlar inflamação e úlceras gástricas; e para câncer.

Tribos indígenas em Piura utilizam a Unha de Gato para tratar tumores, inflamações, reumatismo e úlceras gástricas.

Tribos indígenas na Colômbia utilizam a vinha para tratar gonorréia e disenteria. Outras tribos indígenas peruanas utilizam a Unha de Gato para tratar diabetes, câncer do trato urinário feminino, hemorragias, irregularidades na menstruação, cirrose, febres, abscessos, gastrite, reumatismo, inflamações; para lavagem interna e tumores; e para "normalizar o corpo".

A Unha de Gato também tem sido utilizada como contraceptivo por diversas tribos do Peru (mas somente em doses excessivas), conforme registrado. Dr. Fernando Cabieses, uma conhecida autoridade em plantas medicinais peruanas, explica em seu livro que os Asháninka fervem de 5 a 6 kg da raiz em água até a redução para um pouco menos que um copo.

A quantidade de um copo desta decocção é então tomada diariamente durante o período de menstruação por três meses consecutivos, o que supostamente causa esterilidade por três a quatro anos. Com tantos usos documentados de plantas desta importante floresta, não é surpresa que tenha chamado a atenção de pesquisadores e cientistas do ocidente.

Os estudos foram iniciados no início dos anos 70 , quando Klaus Keplinger, um jornalista e etnologista independente de Innnsbruck, Áustria, organizou o primeiro trabalho definitivo com a Unha de Gato.

O trabalho de Keplinger nos anos 70 e 80 levou os diversos extratos da unha de gato a serem vendidos na Áustria e Alemanha como fitoterápicos, 2-4 assim como o estimulou quatro patentes americanas, que descrevem procedimentos de extração para um grupo de princípios ativos chamados de alcalóides oxíndoles e a imunoestimulação destes alcalóides encontrados na Unha de Gato.5-8

Estes novos alcalóides despertaram interesse mundial nas propriedades medicinais desta valiosa vinha da floresta. Outros pesquisadores independentes da Espanha, França, Japão, Alemanha e Peru seguiram Keplinger, muitos dos quais confirmaram sua pesquisa sobre a imuestimulação de alcalóides da vinha e da raíz.

Muitos destes estudos publicados a partir dos anos 70 ao início dos anos 90 indicaram que 2 frações inteiras dos alcalóides oxíndoles, casca da vinha inteira e/ou extratos da casca e raíz, ou ainda seis alcalóides oxíndoles testados individualmente, aumentaram a função imune em 50% em pequenas quantidades, relativamente.9-16

Pesquisadores canadenses da Universidade de Otawa documentaram que um extrato integral da vinha demonstrou um forte efeito imunoestimulante em 1999. 17 Pesquisadores peruanos independentes demonstraram que um extrato integral da vinha aumentou a função imune em ratos a uma dosagem de 400 mg/kg em um estudo realizado em 1998.18

Novos extratos contidos na Unha de Gato têm sido produzidos desde 1999 até os dias atuais, e os estudos clínicos publicados (financiados pelos produtores destes extratos) têm demonstrado que estes produtos continuam provendo a mesma estimulação imunológica benéfica conforme documentada há quase 20 anos.19-22

O que então foi importante para maior esclarecimento sobre a Unha de Gato, como acontece com pesquisas direcionadas para o mercado. Um produtor de um extrato da Unha de Gato patrocinou um estudo sobre estes alcalóides imuno-estimulantes.

A pesquisa destes alcalóides indicou que supostamente, dois tipos diferentes de Unha de Gato (tipos químicos) crescem na floresta tropical e/ou que a Unha de Gato produz "alcalóides bons" e "alcalóides ruins". Isto sugeriu que os alcalóides oxíndoles "bons" são os pentacíclicos (POA) e os "ruins" são os tetracíclicos (TOA).

Sua pesquisa chamou a atenção para a correlação dos alcalóides "ruins" com os benefícios imunológicos dos alcalóides "bons".

Presumidamente a presença tão pequena quanto 1% de TOA na formulação da Unha de Gato poderia diminuir o efeito imunoestimulante em até 30%. Esta pesquisa não foi confirmada por pesquisadores independentes (que são aqueles que não vendem a unha de gato ou que são pagos por companhias que vendem a unha de gato).

Isto poderia explicar todas as pesquisas independentes definitivas realizadas em décadas no Japão, Peru, Alemanha, Espanha e Estados Unidos (incluindo as quatro patentes destes mesmos pesquisadores).

Grande parte da pesquisa independente anterior foi realizada com extratos oxíndoles integrais e a raíz integral ou extratos da vinha. Esta pesquisa documentou a presença de ambos os tipos de alcalóides nas suas análises e extratos todos os quais apresentaram ações imuno-estimulantes.

Toxicologia : A Unha de Gato tem sido documentada clinicamente com efeitos imuno-estimulantes e contra-indicada antes ou após transplante de qualquer órgão ou de medula óssea, ou ainda de enxerto de pele. A Unha de Gato tem sido documentada com propriedades antifertilizantes e, portanto, é contra-indicada em mulheres que pretendem engravidar (este efeito porém, ainda não tem comprovação suficiente para ser utilizada como um contraceptivo e não pode ser administrado para tal). Unha de Gato também tem sido documentada com princípios ativos possivelmente redutores da agregação plaquetária e "afinador" do sangue. Em primeiro lugar, verifique com seu médico se você está utilizando coumadin (varfarina)ou outro anticoagulante.

A utilização destes deve ser descontinuada de uma semana a dez dias antes de qualquer procedimento cirúrgico importante. Dois alcalóides da unha de gato têm sido documentados com propriedades hipotensivas. Pessoas com baixa pressão arterial ou em uso de medicação antihipertensiva devem verificar com seu médico antes de iniciar a utilização desta planta e se permitido, utilizar com cautela.

O melhor a fazer é a monitoração da pressão arterial com ajustes de medicação necessários individualmente dependendo da quantidade de unha de gato administrada. A Unha de Gato requer ácido estomacal suficiente para ajudar o bloqueio de taninos e alcalóides durante a digestão e auxiliar a absorção.

Evite tomar cápsulas ou comprimidos da casca concomitantemente ao uso de anti-ácidos. Evite tomar extratos líquidos com alta concentração de taninos (coloração escura) diretamente pela boca e dilua primeiro em água ou suco ácido.

Altas dosagens de unha de gato (3-4 gramas de uma só vez) tem sido reportado como a causa de algumas dores abdominais ou problemas gastrintestinais, incluindo diarréia (devido à quantidade de taninos presentes na casca da vinha). Se a diarréia for leve, o uso pode ser continuado. Descontinue o uso ou reduza a dose se a diarréia persistir por mais de 3-4 dias.

Modo de usar:
- extrato líquido: 1.5 g (mínima) a 6 g (máxima) dia. Dividido em pelo menos 2 doses.
- extrato seco unificado: 20 mg a 60 mg por dia, misturados em água, divididos em 3 vezes.
- casca seca do lenho em pó: 500 mg a 2 g por dia, misturados em água, divididos em 3 vezes.
- decocção de 100 gramas de casca do lenho por litro de água. Ferver em fogo brando por até uma hora.
- decocção de 1 grama de casca da raiz em 250 ml de água. Ferver por 15 minutos. Uma xícara 3 vezes ao dia.
- tintura: 1 ml 1-3 vezes
Fabricação de:
- pasta para proteção da polpa dental
- gel para curar gengivas inflamadas
- creme para curar feridas bucais, causadas pelo escorbuto, ou por leucoplasia.
Nota importante: Esta unha-de-gato é da Região Amazônica, vegetando do Perú ao Nordeste Brasileiro. Não confundir com outras unhas-de-gato vendidas por raizeiros.

fonte: celtic.bighost.com.br/ervas/unha-de-gato.jpg

Óleo de copaíba

O Óleo de Copaiba é um produto natural, também conhecido por: Bálsamo da Amazônia, Óleo da Vida, Óleo do Amazonas, Óleo do Jesuíta, Óleo de Cupaiba, Óleo do Amazonas, etc.

É extraido do caule da árvore Copaifera R. Ducke (Mari-Mari). É de grande importância para os indígenas e povos da floresta, pois utilizam o Óleo de Copaiba no seu dia-a-dia, o Óleo de Copaiba possui inúmeras propriedades, entre elas se destacam: regeneradoras, curativas, umectante, desintoxicante, nutritivas, lubrificante e tônica.

Conforme a tradição popular, o Óleo de Copaiba é eficiente em: queimaduras, feridas, micoses, urticárias, cicatrização, furúnculos, inflamações, má digestão, intestino preso e muito mais. Desintoxica e limpa o organismo humano, age sobre as vias respiratórias e urinárias, é um poderoso antisséptico, tem ação expectorante agindo em problemas pulmonares como tosses, bronquites e previne as gripes e resfriados.

O Óleo de Copaiba é composto por: Ácido Copálico, Alfa-Cariofileno, Beta-Cariofileno, entre outros.

A Copaíba (Copaifera sp), ou Copaibeira, é uma árvore de grande porte da família Leguminosae encontrada em todo o Brasil. Os habitantes da floresta a procuram como local de tocaia para pequenos animais silvestres que se alimentam de seus frutos. A árvore, também chamada de Pau d'óleo, é facilmente encontrada na mata devido ao forte aroma de sua casca.

Chamada de copaíva ou copahu pelos indígenas (do tupi: Kupa'iwa e Kupa'u, respectivamente), o óleo da copaíba era bastante utilizado entre os índios brasileiros quando os portugueses chegaram ao Brasil. Tudo indica que o uso deste óleo veio da observação do comportamento de certos animais que, quando feridos, esfregavam-se nos troncos das copaibeiras.

Os índios o utilizavam principalmente como cicratizante e no umbigo de recém-nascidos para evitar o mal-dos-sete-dias. Os guerreiros quando voltavam de suas lutas untavam o corpo com o óleo da copaíba e se deitavam sobre esteiras suspensas e aquecidas para curar eventuais ferimentos.

No século XVII, os primeiros médicos do Brasil contornavam parcialmente a escassez de remédios, cujo suprimento à Colônia era irregular, recorrendo às drogas indígenas. Os viajantes se abasteciam dessas drogas, "comprovadamente eficazes", antes de se aventurarem por lugares desconhecidos. Dentre essas drogas, o óleo das copaibeiras era uma das que desfrutava de maior prestígio entre os viajantes.

 

Castanha-do-pará

 

castanha-do-pará, ou castanha-do-brasil é a semente da castanheira-do-pará (Bertholletia excelsa) uma árvore da família botânica Lecythidaceae, nativa da Floresta Amazônica.

É um fruto com alto teor calórico e protéico, além disso contém o elemento selênio que combate os radicais livres e muitos estudos o recomendam para a prevenção do câncer (cancro).

É a única espécie do gênero Bertholletia. Nativa das Guianas, Venezuela, Brasil, leste da Colômbia, leste do Peru e leste da Bolívia, ela ocorre em árvores espalhadas pelas grandes florestas às margens do Rio Amazonas, Rio Negro,Rio Orinoco, Rio Araguaia e Rio Tocantins. O gênero foi batizado em homenagem ao químico francês Claude Louis Berthollet.

É altamente consumida pela população local in natura, torrada, ou na forma de farinhas, doces e sorvetes. Sua casca é muito resistente e requer grande esforço para ser extraída manualmente.

Árvore

A castanheira-do-pará é uma grande árvore, chegando a 30-45 metros de altura e 1-2 metros de diâmetro no tronco; está entre as maiores árvores da Amazônia. Pode viver mais de 500 anos, e, de acordo com algumas autoridades frequentemente chega a viver 1.000 anos.[1] Seu tronco é reto e permanece sem galhos por mais da metade do comprimento da árvore, com uma grande coroa emergindo sobre a folhagem das árvores vizinhas. Sua casca é acinzentada e suave. As folhas são caducifólias de estações secas, medem de 20 a 35 centímetros de comprimento e 10 a 15 centímetros de largura. Suas flores são pequenas, de uma coloração verde-esbranquiçada, em panículas de 5 a 10 centímetros de comprimento; cada flor tem um cálice caducifólio dividido em duas partes, com seis pétalas desiguais e diversos estames reunidos numa massa ampla em forma de capuz.

 

Reprodução

Castanheiras-do-pará produzem fruto exclusivamente em matas virgens, já que florestas "não-virgems" quase sempre faltam as orquidáceas que são indiretamente responsáveis pela polinização das suas flores.[carece de fontes?] Castanhas-do-pará têm sido colhidas em plantações porém a sua produção é baixa e atualmente não é viável economicamente.[2][3][4]

As flores amarelas da castanheira-do-pará só podem ser polinizadas por um inseto suficientemente forte para levantar o "capuz" da flor e que tenha uma língua comprida o bastante para passar pela complexa espiral da flor. As orquídeas produzem um odor que atrai pequenas abelhas-da-orquídea (espécie Euglossa), de língua muito comprida, já que as abelhas-macho desta espécie precisam deste odor para atrair as fêmeas. A grande abelha-da-orquídea fêmea poliniza a castanheira-do-pará. Sem a orquídea, as abelhas não cruzariam, e portanto a falta de abelhas significa que o fruto não é polinizado.

Se tanto as orquídeas como as abelhas estiverem presentes, o fruto leva 14 meses para amadurecer após a polinização das flores. O fruto em si é uma grande cápsula de 10 a 15 centímetros de diâmetro que se assemelha ao endocarpo do côco no tamanho e pesa até dois quilos. Possui uma casca dura, semelhante à madeira, com uma espessura de 8 a 12 milímetros, e dentro estão de 8 a 24 sementes com cerca de cinco centímetros de comprimento (as castanhas-do-pará) dispostas como os gomos de uma laranja; não é, portanto, uma castanha no sentido biológico da palavra.

A cápsula contém um pequeno buraco em uma das pontas, que permite a grandes roedores como a cutia roerem até abrir a cápsula. Eles comem então algumas das castanhas que encontram ali dentro e enterram as outras para uso posterior; algumas destas que foram enterradas acabam por germinar e produzem novas castanheiras-do-pará. A maioria das sementes são "plantadas" pelas cutias em lugares escuros, e as jovens árvores acabam esperando por anos, em estado de hibernação, até que alguma árvore caia e a luz do sol possa alcançá-las. Micos já foram vistos abrindo os frutos da castanheira-do-pará utilizando-se de uma pedra como uma bigorna.

 

Produção

Cerca de 20.000 toneladas de castanhas-do-pará são colhidas a cada ano, da qual a Bolívia responde por 50%, o Brasil por 40% e o Peru por 10% (estimativas do ano 2000).[5] Em 1980 a produção anual era de cerca de 40.000 toneladas por ano somente no Brasil, e em 1970 o país registrou uma colheita de 104.487 toneladas de castanhas-do-pará.[6]

Efeitos da colheita

As castanhas-do-pará destinadas ao comércio internacional vêm inteiramente da colheita selvagem, e não de plantações. Este modelo vêm sendo estimulado como uma maneira de se gerar renda a partir de uma floresta tropical sem destrui-la. As castanhas são colhidas por trabalhadores migrantes conhecidos como castanheiros.

A análise da idade das árvores nas áreas onde houve extração mostram que a colheita de moderada a intensa coleta tantas sementes que não resta um número suficiente para substituir as árvores mais antigas à medida que elas morrem. Sítios com menos atividades de colheita possuem mais árvores jovens, enquanto sítios com atividade intensa de colheita praticamente não as possuem.[7]

Experimentos estatísticos foram feitos para se determinar quais fatores ambientais podem estar contribuindo para a falta de árvores mais jovens. O fator mais consistente foi o nível de atividade de colheita em determinado sítio. Uma simulação por computador que previa o tamanho das árvores em que pessoas pegavam todas as castanhas coincidiu com o tamanho das árvores encontradas nos sítios onde havia uma colheita intensa das castanhas.

 

 

As castanhas-do-pará possuem 18% de proteína, 13% de carboidratos e 69% de gordura. A proporção de gorduras é de aproximadamente 25% de gorduras saturadas, 41% de monoinsaturadas e 34% de poliinsaturadas.[carece de fontes?] Possuem um gosto um tanto terroso. O conteúdo de gordura saturada das castanhas-do-pará está entre o mais alto de todas as castanhas e nozes, superando até mesmo o da macadâmia. Devido ao gosto forte resultante, as castanhas-do-pará podem subtituir frequentemente macadâmias ou mesmo o côco em receitas. Castanhas-do-pará retiradas de suas cascas tornam-se rançosas rapidamente. As castanhas também podem ser esmagadas para se obter óleo.

Nutricionalmente, as castanhas-do-pará são ricas em selênio, embora a quantidade de selênio varie consideravelmente.[8] São também uma boa fonte de magnésio e tiamina. Algumas pesquisas indicaram que o consumo de selênio está relacionado com uma redução no risco de câncer de próstata.[9] Isto levou alguns analistas a recomendarem o consumo de castanhas-do-pará como uma medida preventiva.[10]. Estudos subsequentes sobre o efeito do selênio no câncer de próstata foram inconclusivos

 

Outros usos

Assim como no uso alimentar, o óleo extraído da castanha-do-pará também é usado como lubrificante em relógios, para se fazer tintas para artistas plásticos e na indústria de cosméticos.

A madeira das castanheiras-do-pará é de excelente qualidade, porém a sua extração está proibida por lei nos três países produtores (Brasil, Bolívia e Peru). A extração ilegal de madeira e a abertura de clareiras representa uma ameaça contínua.[12]

O efeito da castanha-do-pará, no qual itens maiores misturados em um mesmo recipiente com itens menores (por exemplo, castanhas-do-pará misturados com amendoins) tendem a subir ao topo, recebeu o nome desta espécie.

 

Radioactividade

As castanhas-do-pará podem conter pequenas quantidades de rádio, um material radioativo. Embora a quantidade seja muito pequena, cerca de 1-7 pCi/g (40-260 Bq/kg), e a maior parte não fique retida no corpo, ela é 1.000 vezes mais alta do que em outros alimentos. De acordo com as Universidades Associadas de Oak Ridge, isto não se deve a níveis elevados de rádio no solo, mas sim ao, extremamente extenso, sistema de raízes da árvore."[13]

 

Plantas e ervas medicinais da Amazônia

O interesse pelas ervas e plantas da Amazônia com aplicação nas áreas medicinais e de cosméticos tem aumentado cada vez mais. A exploração comercial dessas plantas apresenta perspectivas cada vez mais promissoras de se tornar uma atividade econômica rentável para o Amazonas.

Para o chefe da área de Botânica Econômica do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), o pesquisador peruano Juan Revilla Cordenas, doutor em Ciências Biológicas, o segmento tem tudo para crescer e se tornar uma atividade econômica lucrativa para o Estado desde que se profissionalize. Ele ressalta que o grande desafio é gerar emprego e renda para o ribeirinho, o caboclo, melhorando a qualidade de vida das pessoas que lidam diretamente com a coleta, armazenamento e venda das plantas medicinais.

O pesquisador afirma que o Inpa não é contra a tecnologia, apenas pretende que o crescimento da atividade de beneficiamento de ervas medicinais contribua para a melhoria de vida da população do Amazonas. "Temos que praticar um extrativismo planejado. Não é a descoberta de princípios ativos de remédios - grande interesse da indústria -, que vai ajudar", analisa Juan.

Segundo o pesquisador, os únicos beneficiados com a descoberta de novos princípios ativos são as poderosas multinacionais que fabricam os medicamentos. O caboclo que repassa seu conhecimento sobre os poderes medicinais das plantas não tem nenhum ganho.

Juan ressalta que muito já se pesquisou e produziu sobre o potencial das plantas medicinais da Amazônia. Ele informa que cerca de 300 plantas amazônicas, nativas e introduzidas, catalogadas pelo Inpa, têm potencial para as áreas medicinal, fitoterápica, aromática e de cosméticos. "O que falta é operacionalizar a produção local de medicamentos e cosméticos com a utilização de plantas amazônicas", afirma Juan. O pesquisador revela que é difícil fazer o caboclo entender que aquela planta que ele usa para curar uma doença tem valor comercial.

Juan aborda a operacionalização da atividade no livro "Plantas da Amazônia - Oportunidades Econômicas e Sustentáveis", publicado pelo Serviço Nacional de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Amazonas (Sebrae/AM), em parceria com o Inpa. O livro foi elaborado com a finalidade de disseminar a utilização das plantas da Amazônia, adequando estudos e pesquisas para a comercialização mercadológica.

O projeto para a elaboração do livro teve início no "Seminário Internacional de Plantas Medicinais - Oportunidades Econômicas e Sustentáveis", realizado em maio do ano 2000. O evento teve finalidade de popularizar pesquisas e tornar acessíveis conhecimentos sobre os mais variados produtos, como os derivados do camu-camu, a importância dos frutos do palmito, o perfil nutricional e a utilização da pupunha, a produção de sabonete de murumuru, entre outros.

Já esgotado, o livro possui catalogadas as potencialidades comerciais de 72 espécies de plantas da Amazônia, nativas e introduzidas, que têm aplicação garantida nas áreas medicinal e de cosméticos. Atinge um público de empreendedores da região porque mostra espécies que já alcançaram uma considerável fatia do mercado local, nacional e internacional. A segunda edição deverá estar pronta no segundo semestre deste ano e ficará sob responsabilidade do Inpa. Com o objetivo de facilitar a compreensão, as espécies foram divididas nos seguintes grupos: fitoterápicos, cosméticos, repelentes, inseticidas, complementos alimentares, corantes e fibras. E para retratar de uma forma clara cada espécie difundida, a apresentação do portfólio foi separada em três ramos: científico, tecnológico e mercadológico.

No primeiro, são apresentadas as transcrições das pesquisas já feitas sobre as espécies. O segundo ensina como manusear essas espécies de forma sustentável, sem agredir ou causar desequilíbrios ambientais. No ramo mercadológico, são descritos os preços do quilo das plantas em suas diferentes apresentações (casca, pó).

Uma das grandes contribuições do livro é estimular a inserção de produtos regionais no mercado nacional e internacional, através de empresas potencialmente exportadoras. Além disso, fornecer subsídios para os empreendimentos de incubação na Amazônia, a exemplo do Centro de Incubação e Desenvolvimento Empresarial (Cide).

Para exemplificar suas orientações, Juan decidiu partir para a experiência prática, implantando um projeto em Manaquiri (a 65 quilômetros de Manaus) que estimula o plantio e a estocagem do óleo de três espécies não perecíveis: andiroba, castanha da amazônia e castanha sapucaia. "O objetivo é atingir este ano cinco mil litros de óleo", revela o pesquisador. O agricultor vai vender o óleo para a prefeitura, que deverá revendê-lo.

Cada litro de óleo foi estipulado em R$ 10. Antes de efetuar a venda para a prefeitura, cada agricultor terá seu produto analisado pelos laboratórios do Inpa para garantir a qualidade. Os recursos do projeto são do Sebrae/AM, Banco do Brasil, Inpa e prefeitura de Manaquiri

25 mil espécies mundialmente conhecidas

Unha-de-gato, alfavaca, muirapuama, catuaba, cubiu, entre outras espécies amazônicas já são bem mais conhecidas em âmbito internacional do que os próprios amazonenses poderiam supor. De acordo com dados das instituições de pesquisa da região, cerca de cinco mil, dentre as 25 mil espécies existentes na Amazônia Brasileira e Internacional, já estão catalogadas e com suas propriedades conhecidas.

De acordo com o pesquisador Juan Revilla, que também é especialista em Inventário Florístico e Fitomassa pelo Instituto Max Planck da Alemanha, a muirapuama, uma planta popular na região por seus efeitos positivos em casos de impotência, atuando como um afrodisíaco natural e eficaz, está catalogada na farmacopéia inglesa desde 1900. Pare ele, o Brasil está atrasado um século na exploração desta espécie. A planta é encontrada no Amazonas, Pará e nas três Guianas.

Produção de cosméticos aproveita capacidade da natureza

O Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Amazonas (Sebrae/AM) afirma, no estudo "Cosméticos à base de ervas naturais" da série Perfis Empresariais, que o setor é seguro e crescente, tanto no mercado interno quanto internacional. Afirma que não é tão arriscado iniciar uma pequena empresa de cosméticos à base de ervas naturais, utilizando-se da enorme biodiversidade do Amazonas.

Os técnicos do Sebrae/AM informam que os riscos do negócio são de grau médio, considerando a baixa escala produtiva de ervas existentes no Estado. Além desse fator, a preferência dos produtores é a venda nos mercados nacional e internacional.

Os riscos podem ser reduzidos se o empresário associar ao empreendimento industrial a atividade agrícola própria. De acordo com o estudo, dependendo da erva plantada, pode-se obter os óleos essenciais, possuidores do princípio ativo, tão desejado pela indústria cosmética e farmacêutica.

A produção de cosméticos é uma atividade que vem sendo praticada ao longo da história da humanidade. Mas segundo os técnicos do Sebrae/AM, a indústria está redescobrindo que o segredo está em saber aproveitar a capacidade criadora e transformadora do ambiente natural.

O mercado das regiões mais desenvolvidas, de culturas fortemente influenciadas pela onda naturalista que invadiu o mundo a partir dos anos 70, está recusando os aromas artificiais, os conservantes, os produtos sintéticos e as experiências com animais.

Segundo o estudo, na área da cosmetologia natural surgiram empresas que não oferecem remédios milagrosos. Essas organizações sabem que o cuidado da pele não possui objetivos puramente estéticos, preocupando-se em acentuar a beleza e manter a saúde.

O suprimento de insumos de uma empresa de cosméticos, de acordo com os técnicos do Sebrae/AM, pode ser feito no mercado local e no nacional, destacadamente em São Paulo, onde são obtidos os materiais secundários e de embalagem. No mercado local, podem ser encontrados os extratos, óleos e essências regionais. O estudo afirma que a aquisição de matéria-prima não representa nenhum entrave, pois existe uma oferta abundante, apesar de não organizada.

O estudo revela que foi identificada a existência de produtores que começam a plantar pequenas roças de ervas, destacando-se os municípios do Careiro, Cacau-Pirera e Envira. As ervas medicinais e aromáticas mais utilizadas em cosméticos no Brasil são: camomila, sálvia, aloe vera, verbena, alteia, prímula, angélica, alfazema, patchuli, jamborandi, babosa, menta, alecrim, jojoba, amor crescido, bonjuá, calêndula, arnica e hamamelis. Uma parte delas é de fácil produção na região da Amazônia. Os técnicos do Sebrae/AM aconselham os empreendedores a manter uma produção própria de ervas para não ficar totalmente dependente dos produtores.

O estudo adverte que como os produtos à base de ervas, flores, frutos e raízes são de custos mais elevados em razão das exigências dos principais mercados compradores, seus preços tendem a ser também elevados.

Fonte:www.jardimdeflores.com.br

Várias garrafas de tucupi


O tucupi

A água extraída durante a produção de farinha de mandioca e da extração do polvilho pode ser aproveitada para fazer o tucupi. Essa água, também chamada de manipueira é utilizada diluida para matar formigas e outros insetos por sua alta concentração de ácido cianídrico.

A agua separada durante o feitio de farinha e polvilho é deixada fermentar naturalmente por 1 ou 2 dias. Depois é fervida por várias horas juntamente com temperos (sal e outros temperos a gosto) para se eliminar totalmente o ácido cianídrico. Quando fria pode ser armazenada em garrafas tipo PET, ou similiar que aguente bastante pressão, pois o tucupi continuará em processo de fermentação.

Feira do Ver-o-Peso

vista do mercado de ferro


O Ver-o-Peso é uma das Sete Maravilhas Brasileiras


Belém, que completou 392 anos no último dia 12, ganhou mais um presente. O seu principal cartão postal, o Complexo Ver-o-Peso, acaba de ser selecionado pela Revista Caras . e pelo HSBC como uma das Sete Maravilhas Brasileiras. Mais de meio milhão de pessoas participaram da votação que durou três meses.

Anônimos e personalidades entraram na disputa que envolveu 30 espaços turísticos em todo o Brasil e terminou no último dia 31 de dezembro. Entre os eleitores de Belém estava a cantora e atriz paraense Fafá de Belém, que, em entrevista para a Revista Caras, declarou que "votaria até cinco vezes se preciso" por que o Ver-o-Peso sintetiza "a mistura da cultura européia com a tradição cabocla, bem no meio da Amazônia".

E por falar em Amazônia, são quatro os finalistas na Região Norte: o Ver-o-Peso, em Belém (Pará); a Fortaleza do São José, de Macapá (Amapá); o Conjunto Arquitetônico da Natividade, em Palmas (Tocantins); e o Teatro Amazonas, em Manaus (Amazonas). São Paulo elegeu a Catedral da Sé e o Rio Grande do Norte elegeu a Fortaleza dos Reis Magos, em Natal. Já em Minas Gerais o finalista foi o Centro Histórico de Ouro Preto. Cada pessoa que participou da votação concorreu a uma viagem com tudo pago por uma das Sete Maravilhas Brasileiras. O resultado com os sete contemplados acontece dia 1º de fevereiro.

 

Barraca de ervas e banhos,

característica do Ver-o-Peso

 

Segundo Wady Khayat, titular da Coordenadoria Municipal de Turismo (Belemtur), "o resultado é um presente para Belém e um reconhecimento pelo cuidado que a cidade tem com seu patrimônio histórico", diz. Ele explica que "a escolha é também um banho de auto-estima no paraense para que valorize cada vez mais suas riquezas, seus espaços turísticos". Ele adianta que o sortudo ou sortuda que vier conhecer o Ver-o-Peso chegará aqui em plena folia de carnaval e vai se encantar com o que a capital paraense tem a oferecer nesse período. Além das cores e sabores de frutos e comidas típicas, a historia e a riqueza do Ver-o-Peso, encontrará o aconchegante Ver-o-Rio, o Jardim Botânico Bosque Rodrigues Alves, o Parque Ambiental de Belém, a Estação das Docas, Mangal das Garças, Complexo Feliz Lusitânia, Hangar- Centro de Convenções da Amazônia, Pólo Joalheiro e tantos outros espaços que abrigam a nossa cultura, artesanato, gastronomia, entre os diversos produtos.

A pesquisa da Revista Caras e do HSBC iniciou logo depois da escolha das Sete Maravilhas do Mundo, que incluiu o Cristo Redentor entre elas. A escolha das Sete Maravilhas Brasileiras chegou aos 30 concorrentes a partir de uma pesquisa que elencou alguns lugares do Brasil e submeteu a uma votação interna. Levou em conta a beleza arquitetônica de cada espaço, a importância histórica, entre outros fatores relevantes para os brasileiros e para os visitantes.

 

Conheça o Ver o Peso:

uma das Sete Maravilhas Brasileiras

 

Guardião de um rico patrimônio histórico e arquitetônico, o Ver-o-Peso completa 391 anos de fundação no dia 27 de março. Sua arquitetura, característica da segunda metade do século XVII, é herança da belle époque, quando a influência européia, em especial da França e Portugal, se acentuou graças aos lucros obtidos com o Ciclo da Borracha. Com o látex que jorrava das seringueiras também jorrava a fortuna que permitia importar do outro lado do mundo o ferro, as pedras, as lajotas e o estilo que mudou a imagem e a história de Belém. Os traços dessa herança podem ser vistos em todo o centro histórico. Já o mercado, até hoje a céu aberto, foi construído para fortalecer o controle alfandegário na Amazônia, com o nome de "A Casa do Haver-o-Peso", além de posto de fiscalização e tributos. Com o passar do tempo foi agregando outras funcionalidades, passando por um processo de hibridez cultural e arquitetônica.

O Ver-o-Peso também se reflete na economia da região e no movimento de pessoas no local. Cerca de R$ 1,3 milhão são injetados diariamente na economia paraense na comercialização de diversos tipos de produtos. Em volume de pessoas, em torno de um milhão e meio, entre consumidores e trabalhadores circulam no local por mês, 50 mil/dia. Os dados são da Secretaria Municipal de Economia (Secon), responsável pelo gerenciamento do espaço. O Complexo é formado pelas feiras livres do Açaí e do Ver-o-Peso, Pedra do Peixe, os mercados de Peixe e de Carne, além do estacionamento.

 

A Feira do Açaí,

no Complexo Ver-o-Peso

Para o secretário municipal de Economia, João Amaral, o Ver-o-Peso representa a própria alma do paraense. "Um povo muito simples, hospitaleiro, mas muito trabalhador. O Ver-o-Peso não dorme nunca, o trabalho é ininterrupto. É de madrugada, quando chega o grande volume de pescado e de outras mercadorias como frutos regionais, que o fluxo de trabalhadores do setor atacadista e varejista é maior. Mas em qualquer horário que passarmos por lá veremos movimento. Se formos de madrugada, o grande fluxo de pessoas é na Feira do Açaí e na Pedra do Peixe; se for pela manhã é na Feira do Ver-o-Peso; no final da tarde o movimento é na orla, nas barracas de artesanato. Mas sempre há alguém trabalhando no local", explica.

O Complexo do Ver-O-Peso é considerado o maior entreposto de pescado e de açaí do Pará. A Feira do Açaí recebe o maior volume do fruto na região, algo em torno de 5 milhões de toneladas/mês, grande parte vindos da região ribeirinha e Arquipélago do Marajó. Em 2007 foram comercializados na feira mais de 51 milhões de toneladas do fruto.

Mercado de Peixe, com o pescado que

chega,todo dia, na Pedra do Peixe

 

Cerca de 80 toneladas/dia de diversos tipos de pescado desembarcam na Pedra do Peixe. O local é o maior entreposto de pescado fluvial e marítimo da região Norte e está entre os mais movimentados do país. O peixe vendido na Pedra é oriundo principalmente da região do Baixo-Amazonas, área costeira paraense e Marajó. Somente na Feira do Ver-o-Peso trabalham mais de cinco mil pessoas, em 1.250 barracas, distribuídas em 19 setores, que vão desde hortifrutigranjeiros, importados, mercearia, refeição, a peixe seco, artesanato e ervas medicinais. A capital paraense possui, ao todo, 42 feiras livres, 18 mercados e quatro portos.

Gastronomia - O chef de cozinha Paulo Martins foi um dos primeiros paraenses a exportar a imagem do Ver-o-Peso associando à riqueza gastronômica. O criador do Projeto Ver-o-Peso da Cozinha Paraense, maior evento de gastronomia da Amazônia, comemora a escolha pela Revista Caras. "Acho mais do que justo. O Ver-o-Peso desperta hoje a atenção do meio gastronômico internacional por uma curiosidade: é um espaço aberto, com uma das maiores variedades de peixes e frutos e temperos. Em tempos de badalação da Amazônia, ele ocupa uma posição de destaque e desperta a atenção do mundo já que a Amazônia é a bola da vez", comemora Paulo Martins, que já confirmou a próxima edição do Ver-o-Peso da Cozinha Paraense para 22 a 29 de abril, quando a cidade receberá os melhores chefs do Brasil e do mundo

Árvore de Andiroba

Óleo de Andiroba

 

ÓLEO DE ANDIROBA

    A Andiroba é uma árvore de múltiplo uso. Sua madeira possui umsaboamargo e é oleaginosa, motivo pelo qual não é atacada pelos cupins. A utilização do   Óleo extraído das sementes da andiroba é uma herança dos povos indígenas. Sabe-se que na época do descobrimento do Brasil, os índios Mundurukús o utilizavam na mumificação das cabeças dos inimigos, que serviam de troféus de guerra.  
 
Atualmente, o óleo de andiroba é um dos produtos medicinais e exóticos mais vendidos da Amazônia. Popularmente é usado para o tratamento de diversos males, principalmente como antiinflamatório e para contusões, inchaços, reumatismos e cicatrizações, esfregando-se sobre o local machucado. Como
repelente, também tem sido usado em óleos e loções de uso tópico.  A indústria cosmética tem utilizado o óleo de andiroba em sabonetes, shampoos e cremes, e acredita-se que ajude no tratamento da calvície.
 
 
APLICAÇÕES:
 

Descobriu-se recentemente que as velas feitas com o Óleo de Andiroba espantam o mosquito
transmissor da Dengue (Aedes aegypti).
 
CONCENTRAÇÃO USUAL:   2 a 5 %
 
 
INFORMAÇÕES ADICIONAIS:
 

      

 

 

Informações colhidas no site www.pharmaspecial.com.br

 

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